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Espanha quer repetir feito "vintage" de 1964 Convertir em PDF Versão imprimable Sugerir por mail
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Escrito por Administrator   
27-06-2008
Acho que a roubei", disse o autor do segundo golo da Espanha frente à Rússia, num triunfo por 3-0 que abre a porta grande da final de Viena à selecção de ...

Guiza Daniel González diz que roubou a sua primeira bola. "Quem lha ofereceu?", perguntaram-lhe. "Acho que a roubei", disse o autor do segundo golo da Espanha frente à Rússia, num triunfo por 3-0 que abre a porta grande da final de Viena à selecção de Luis Aragonés.

O melhor marcador da Liga espanhola com 27 golos (à frente de Fabiano, Aguero, Raúl e Villa) é um "ladrão". É assim que tratam em Espanha Arconada. Foi ele que roubou o segundo título à Espanha.

Luis Arconada Echarri ainda é um fantasma. Pelo menos em Espanha. Foi por debaixo do seu corpo que os espanhóis perderam a final de 1984. O golo de Bruno Bellone, nos descontos, nunca é mencionado. Aconteceu no ocaso do jogo quando já estava tudo decidido. Não conta. O primeiro golo, quando Platini bate o livre directo, é uma fotografia - o tempo parou quando o corpo desengonçado, torto, do guardião balbucia no chão e fica estático a ver a bola passar a linha de fundo. Arconada não segurou a bola atirada pelo francês aos 54 minutos e o sonho, 20 anos depois da final ganha à URSS, caiu tão insosso como o golo de Michel Platini.

Passaram 24 anos sobre esse lance. Ontem, os espanhóis não o reviveram, nem por um minuto. Mas na final em Viena, no domingo, o fantasma de Arconada vai lá estar. Apesar de Casillas, o superguarda-redes do Real Madrid, fazer tudo para esquecer esse momento.

A glória espanhola em toda a sua história remonta a 1964. O triunfo na final sobre a URSS, por 2-1 (Marcelino marcou o golo da vitória a seis minutos do fim), é a maior medalha da Espanha. É esse triunfo que Aragonés quer lembrar, em estilo vintage. Jogaram em casa, no Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid, perante o ditador Franco. O mítico guarda-redes soviético, Lev Yashin, não deteve a cabeçada de Marcelino: foi a grande final da Espanha. Até hoje. Passaram 44 anos.

O seleccionador da Alemanha, Joachim Low, não perdoou nenhum elogio à Espanha, depois do jogo de ontem, no mesmo palco onde se irá disputar a final do Euro 2008. "Demonstrou novamente que é uma grande equipa, com um nível de jogo muito constante. Eles conseguem fazer circular muito bem a bola. São muito bem organizados, com um jogo muito fluido e pouco previsíveis", lembrou ontem o treinador dos alemães.

Luis Aragonés foi contestado antes, quando não convocou Raúl do Real Madrid, e durante o Europeu, quando anunciou o seu contrato com os turcos do Fenerbahçe dois dias antes da meia-final com Rússia. Pode agora tornar-se um dos maiores ídolos em Espanha.

"Estamos na final e o nosso adversário chama-se Alemanha. É um grande desafio para nós", disse Aragonés. Os alemães já têm três títulos e seis finais em dez participações.

Última actualização : ( 28-06-2008 )
 

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